Na Moldura Dela…

Bordar-se-ia ela, a moça e seus trejeitos todos.
Costurava-se-ia ela panos
e alinhava-se-iam seus sorrisos;
Entre os cantos das esquinas
e os sorvetes saboreados na vila ao lado.
Bordar-se-ia ela, suas saudades nas linhas coloridas.
Idas suas (des) encontros.
Vestia-se ela, de seus bordados de lã.
Ingênua, pura. Feminil.
Alinhava-se-iam seus carretéis
nas cambraias sem medidas.
Vestia-se ela, de nós dois: bordados de sua boca,
novelos das manhãs de Sol.
Na moldura dela de ser.

(Fernanda Fraga, 12 de Agosto de 2011)

P.S:  Inspirado na prosa poética: “Da Moça” da poetisa Talita Prateshttp://historiadaminhaalma.blogspot.com/2011/07/da-moca.html
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