Cabe…

flor
Agora cabe é a poesia nas verdades intimidadas
Cabe tudo o que é pleno.
Sol no rosto, beijo cálido.
Felicidade pertinho, junto, bem-dentro.
Cabe agora brisas aleatórias,
Janelas abertas, limpeza de alma.
O laço de fita enfeitando suas mãos.
Cabe, cantigas, prosas e o doce-de-leite
O verso confessado
O amanhã a completar no seu agora.
Cabe os verbos e seus pronomes.
O meu infinito a preencher todo seu espaço.
Agora não cabe, as paixões.
Os venenos destrutivos, aqueles passageiros.
Agora cabe o que veio pra ficar.
Cabe o que for Amor.

(Fernanda Fraga, in; poema Cabe, 17 setembro – 2011, publicado originalmente daqui: – Me Falta Um Pedaço Teu – Fernanda Fraga )

*Imagem:  tumblr_static_tumblr_static__640

Mirante…

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Pedaços soltos cingem meus dias
Me visitam sussurros sem tua voz,
Pendulam tuas delimitações
nos vãos da porta, sem aceno algum
Olho na fresta entrecortando o Sol,
Desmisturas os movimentos
Minha memória semi-presente
Olho pr´as nuvens,
deito meu cansaço na montanha mais alta.

Tentando vasculhar teus fragmentos
reflexos de paisagens minhas
E não te vejo mais,
Não mais…

Minha língua saboreia o agridoce espaço
Mirante, saudoso, vasto.
Um gris desliza nos olhos
Hoje o Mar chorou por mim.

 (Fernanda Fraga, 14/07/2013) 

:::”Reduzistes o meu universo a pedaços que navegam no espaço sem sentido, vertiginosamente, enquanto eu guardo no céu da boca para encher a tua noite de estrelas”. (Albino Santos)

*Poesia extraída do meu blog antigo:  http://mefaltaumpedacoteu.blogspot.com.br/2013/07/mirante.html

Imagem do Google, site específico não encontrado.

 

À Poesia…

moça

Antes mesmo que o Sol descortinasse da janela do meu quarto a palência negril dos seus cabelos beijou-me o pescoço e banhou-me nos lábios de sua noite. Um sabor de final da tarde já desenhara alguns traços, num pouso manso no esvaziar da cidade. Vagueio em sua tez não devoluta, bebo dessas cadências, deitada numa rede. Mas ela move-se inteira a colorir cada uma das minhas letras e a me fazer ver músicas nos meus dedos, deixando gosto bom na minha boca. E por recebê-la assim vestida de P o e s i a, dedilho-a debruçada em mim, à espera do vinho à mesa, do drink, do Blues descontraído. Dessas ternuras a compor rimas, a inaugurar prosas, teus gestos; tuas mãos marcando o Jazz. Um roteiro inteiro pra colorir o Céu cinzento com azul cor de Poesia. E por recebê-la inteira, me suscitou um verso, moveu-se infinita, plácida, cantante e o que prediz em mim – a  i n s p i r a ç ã o. Seria caber carinho, seria transbordar em palavras. Havia de ser entre lençóis, brumas, passeio bom pra redescobrir todos seus cantos e os meus, beiras, vãos, risos e poemas.

(Fernanda Fraga, in; À Poesia, 25/09/2012)

*Imagem desconheço autoria.

Realezas…

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Diriam aos pássaros a verdadeira
missão de pousar aos teus olhos,
Diriam do teu ofício
em desaber dos calendários,
para saber-se em mim.

Diriam do nosso amanhã,
a pausa que se espera
Entre o silêncio e o cantar;
Entre sorrir e o contemplar-te,
Saberiam do presente,
Saberiam do espaço,
do tempo; das chegadas,

Saberiam respeitar os invernos
as vésperas do que nem nos aconteceu.
Curemo-nos com a nudez
Ao que vigora o dia, a confissão da lágrima
Ela própria: é realeza
em resignificar teus reflexos.

Realidade a nos ensinar
Exatidões fiéis das pétalas.
Aquela ternura a florescer da boca;
Um reino capaz de vestir-se com asas
Ser cor e pincel pra passear contigo,
delicadezas que se guardam,
Por ser pura de encantamentos.

(Fernanda Fraga, 14 de novembro de 2015)

Mudar de casa

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“Minha essência é mudar, não me basta ser rio, se posso ser mar”.

(Fábio Rocha)

Esse é meu primeiro post no novo blog. Há tempos venho sentindo necessidade de mudar, de encontrar um espaço mais bonito, que possibilitasse ter mais acesso aos leitores, que continuasse com um designer mais leve, porém com uma ótica mais aprimorada talvez. Uma mudança apenas para fazer-se de varanda às minhas poesias colo mais bonito, prosas e fragmentos.

Foi um anseio normal, de quem quer sentir outras bordas, texturas, erudições, cores, andarilhos, chão, nuvens e maciez nos pés. Todos os poemas, poesias, textos do antigo blog estarão sendo repostados aos poucos aqui, de forma seletiva. Em tempo irei providenciar um link/arquivo como amostra de onde tudo começou.  Para quem interessar possa e não conheça talvez quem sou eu, eu possuía um blog antigo do site onde se hospedou por 5 anos meu blog ‘Me Falta Um Pedaço Teu’ criado em 2010. E anteriormente a ele, tive um outro criado em 2006, onde desativei e migrei para o Blogger. O primeiro era o  blog da Uol zip com o mesmo nome do blogger ‘Me Falta Um Pedaço Teu’. A de saber que ainda que eu seja resistente as mudanças, chega uma hora que depois de um bom tempo resolvo mudar e as essências também. E cá estou!!!

Sejam todos muito bem-vindos por aqui! Puxem a cadeira a casa é sua!